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Em simpósio, Hospital de Cirurgia reúne especialistas para discutir avanços dos transplantes em Sergipe

há 15 horas
3 min de leitura

Evento abordou os desafios da assistência transplantadora, a importância da doação de órgãos e os resultados alcançados pelo hospital, que realizou até o dia do encontro 46 transplantes 


O Hospital de Cirurgia (HC) realizou, na última quinta-feira, 29, o I Simpósio de Doação de Órgãos, Tecidos e Transplante: Qualidade, Segurança e Humanização, no auditório da Universidade Tiradentes (Unit). O encontro reuniu profissionais de saúde, gestores, especialistas e pacientes para compartilhar experiências e discutir os desafios da assistência transplantadora em Sergipe. A iniciativa aconteceu em um momento histórico para o hospital, que já havia realizado 46 transplantes em 2026, sendo 42 renais e quatro hepáticos, até o dia do encontro.


O avanço é resultado da implantação dos serviços de transplante renal e hepático no HC, em parceria com o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Em janeiro, a instituição realizou o primeiro transplante renal, permitindo a retomada do procedimento pela Rede Estadual de Saúde após 13 anos. Em maio, protagonizou outro marco: o primeiro transplante de fígado da história de Sergipe.


Trabalho coletivo

Durante o evento, a interventora judicial do HC, Márcia Guimarães, destacou o trabalho coletivo que tornou esses resultados possíveis. “É momento de agradecer a todo o time do hospital, dos colaboradores que recebem os pacientes desde o Ambulatório, às Enfermarias UTI, o Centro Cirúrgico. São muitas mãos para cuidar de vidas que vão ser transformadas”, afirmou. Ela também agradeceu o apoio do Governo do Estado e da SES. “Esse grandioso trabalho se reflete também em números. Já são quase 50 vidas transformadas”, enfatizou.


A importância da integração entre os profissionais foi reforçada pelo chefe do Serviço de Transplante Hepático, Dr. Leandro Barros. “Esse simpósio envolve várias especialidades, não só médicas como assistenciais, mostrando o quão complexo e quão importante é integrar todos da saúde para que o desfecho do transplante seja de forma muito satisfatória”, disse. 


Doação e novas perspectivas

Com quatro rodas de conversa e duas palestras, a programação abordou desde a implantação dos serviços e os desafios das equipes multiprofissionais até o acolhimento familiar e a jornada dos pacientes. O evento contou com o apoio da Universidade Tiradentes, da Uro+ Sergipe, da Endo+med Produtos Médicos e da Histocon Serviços Laboratoriais.


Para a chefe do Serviço de Transplante Renal, Dra. Simone Oliveira, o encontro também foi uma oportunidade de sensibilização. “Eventos como esses são importantes, não só para falar sobre transplante de órgãos, mas também para falar sobre a importância da doação de órgãos, porque sem a doação não há transplantes”, ressaltou. 


O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, participou da abertura do encontro e ressaltou a evolução da assistência no estado. “Sergipe vem despontando de forma gradativa na captação e doação de órgãos e nos transplantes”, disse. Para ele, “esse simpósio é um importante espaço para discussão de técnicas e melhorias desse serviço implantado no estado”.


Entre os participantes estava o bacharel em Direito Ronaldo Cleber, 74 anos, terceiro paciente a passar por um transplante de fígado no Cirurgia. Transplantado no dia 20 de junho, ele fez questão de acompanhar o simpósio e compartilhar sua experiência após enfrentar uma cirrose crônica e, posteriormente, um câncer. “Eu saí daquela opressão que eu tinha, uma doença que era irrecuperável, não tinha condições de tratamento e hoje eu me sinto bem, revigorado, com esperança de uma de uma vida melhor”, destacou.


 
 
 

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