Hospital de Cirurgia promove simpósio e capacita profissionais para o cuidado ao paciente cirúrgico de alto risco
- 3 de mar.
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Transformar a complexidade em segurança por meio da integração da linha de cuidado cirúrgico. Esse foi o ponto central do Simpósio de Cuidados Perioperatórios em Cirurgia de Alto Risco, promovido pelo Hospital de Cirurgia (HC) neste último sábado, 28, no auditório da Cooperativa dos Anestesiologistas de Sergipe (Coopanest). Realizado ao longo da manhã e da tarde, o evento reuniu profissionais de várias áreas da unidade hospitalar para discutir o cuidado ao paciente cirúrgico grave, do pré ao pós-operatório.
Em 2026, o Cirurgia celebra 100 anos de história dedicados à assistência, ao ensino e à inovação. Referência em média e alta complexidade, o hospital realiza mensalmente milhares de cirurgias nas mais diversas especialidades, como neurocirurgia, cirurgia cardíaca, vascular e oncologia, sendo o maior prestador de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe.
Nesse contexto, o simpósio integrou um movimento permanente do HC de qualificação, com foco na excelência clínica e na articulação das equipes em uma linha de cuidado segura e eficiente. O evento teve como público-alvo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, farmacêuticos e demais profissionais envolvidos na assistência, que participaram ativamente das discussões.
“Estamos aqui reunidos para o primeiro simpósio de paciente cirúrgico de alto risco, um evento organizado em várias mãos, com intensivistas, cardiologistas, anestesiologistas e cirurgiões, com a proposta de discutirmos de forma integrada um modelo de cuidado pré-operatório para os melhores desfechos dos nossos pacientes de alto risco”, destacou o chefe do Serviço de Intensivismo Geral e organizador do evento, Dr. André Veiga.
A médica intensivista Larissa Cardoso, uma das organizadoras do evento, explicou que a iniciativa nasceu da prática diária nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) cirúrgicas do HC. “A gente que trabalha nas UTIs cirúrgicas sentiu essa necessidade de integrar mais toda a linha de cuidado dos pacientes cirúrgicos. Então, esse simpósio surgiu para a gente se especializar, evoluir e ter uma integração melhor”, reforçou.
Segundo ela, o cuidado perioperatório envolve toda a trajetória do paciente: “Inclui desde a preparação para cirurgia, antes mesmo de ser admitido no hospital, até o momento da cirurgia e o pós-operatório, seja na UTI ou na enfermaria. Então, é essa linha de cuidado”.
Blocos temáticos
A programação do simpósio foi dividida em quatro blocos temáticos: Organização de serviços, linhas de cuidado e segurança do paciente; Avaliação de risco e otimização pré-operatória; Estratégias intraoperatórias em cirurgia de alto risco; e Cuidados intensivos pós-operatórios e complicações precoces. Ao longo do dia, especialistas em anestesiologia, cardiologia, nutrologia, infectologia, nefrologia e terapia intensiva conduziram palestras e discussões sobre temas como gestão de leitos, governança clínica, avaliação cardiovascular, monitorização hemodinâmica, manejo de sangramento, controle de infecção e complicações nas primeiras horas de UTI.
Integração na prática
Para o Dr. Alef Coelho, médico diarista da UTI U do HC, a troca foi essencial para resultados mais seguros. “Discutir, avaliar os riscos e dosar sempre o benefício em relação às abordagens do paciente e os cuidados que devem ser feitos antes, durante e após a cirurgia repercute nos melhores desfechos dos pacientes no pós-operatório”, pontuou. Ele ressaltou ainda que o paciente de alto risco “é complexo e precisa de um cuidado multifatorial e multidisciplinar”, envolvendo desde a reabilitação com fisioterapia até o acompanhamento da farmácia nas interações medicamentosas e a atuação da fonoaudiologia na progressão de dieta.
A enfermeira Aline Portugal, coordenadora da UTI e Enfermaria Cardiológica do HC, celebrou a iniciativa. “O simpósio foi excelente. Fiquei extremamente feliz com todas as palestras, porque focou no desfecho, no manejo da cirurgia segura, na própria segurança do paciente”, disse. Atuando diretamente no pós-operatório imediato da cirurgia cardíaca, ela destacou a importância do aprendizado sobre monitorização hemodinâmica eficiente e controle de infecção.
Para a farmacêutica Rachel Herzog, o encontro foi como montar um quebra-cabeça. “Se juntaram muitas peças da assistência. Convivemos com anestesista, cardiologista, médicos e residentes da UTI, que contribuíram para clarear muito”, relatou. Ela acompanha o processo desde a dispensação de medicamentos no pré-operatório até o suporte clínico no pós-operatório. “Às vezes temos contato separadamente, mas juntando tudo foi muito esclarecedor”, enfatizou.
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O Simpósio de Cuidados Perioperatórios em Cirurgia de Alto Risco teve o apoio da Coopanest, Farmac, Douglas Med e CSL, parceiros do Hospital de Cirurgia.













































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