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Hospital de Cirurgia fortalece Serviço de Transplante Renal com 2ª alta de paciente transplantado

  • há 46 minutos
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Foram cinco anos e quatro meses ligado a uma máquina de hemodiálise e o convívio de uma doença que impôs mudança drástica na rotina e uma saúde debilitada. Mas tudo isso ficou para trás na vida do jovem itabaianense Luiz Alberto Santana, 28 anos. No dia 15 de fevereiro, em pleno domingo de Carnaval, ele ganhou o tão sonhado rim novo e, após nove dias de internamento, teve alta nesta terça-feira, 24. Esse foi o segundo transplante renal realizado pelo Hospital de Cirurgia (HC).


“Um recomeço. É a sensação de um recomeço. Que daqui para frente existem mais possibilidades. É como se fosse um renascimento mesmo. O sentimento de felicidade é imenso”, assegurou Luiz Alberto ao receber alta da equipe médica - a chefe do Serviço de Transplante Renal, a nefrologista Dra. Simone Oliveira, e o urologista Dr. Diego Marques, um dos cirurgiões do time. Na ocasião, ele recebeu das mãos dos médicos um certificado simbólico, destacando o transplante como um importante passo de cuidado, esperança e recomeço.


Início dos transplantes no HC

A nova etapa na vida do paciente também simboliza a retomada definitiva do transplante renal na Rede Estadual de Saúde por meio do Cirurgia, graças à parceria com o Governo de Sergipe e Secretaria de Estado da Saúde. O primeiro procedimento foi realizado no HC no dia 6 de janeiro de 2026. Com esse feito, os pacientes que necessitam de transplante de rim não precisam mais se deslocar para outros estados do Brasil. Para viabilizar o serviço, o hospital estruturou equipe multiprofissional e implantou o Ambulatório de Transplante Renal, responsável pelo acompanhamento dos pacientes antes e depois da cirurgia.


Dr. Diego Marques não esconde a satisfação diante de mais um resultado positivo. “Estamos aqui hoje para um momento de felicidade, que é a pessoa vir para o hospital e ir para casa. Estamos dando alta hoje ao segundo paciente de transplante renal realizado no Cirurgia. Tudo ocorreu dentro dos conformes, sem nenhuma intercorrência. O paciente evoluiu super bem. Trata-se de um paciente que não urinava e já está urinando muito bem”, relatou no momento da alta. 


O urologista destaca o trabalho integrado de diversos profissionais do Cirurgia. “É um resultado satisfatório, que enche de orgulho toda a equipe, desde os médicos, enfermeiros, toda a equipe interdisciplinar, como fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, que vem desde o Ambulatório até concluir com sucesso essa cirurgia de transplante”, enfatizou. 


Do susto à felicidade do transplante 

A história de Luiz até chegar ao momento da alta foi marcada por sustos e incertezas diante da doença renal. Em outubro de 2020, ele recebeu a notícia que mudaria sua vida: “O seu rim parou e, se você não dialisar hoje, você vai morrer. Você tem que fazer diálise. Eu não sabia nem o que era hemodiálise. Nesse mesmo dia que recebi a notícia, fui internado, fiz hemodiálise e depois que fui descobrir, realmente, o que era hemodiálise na minha vida”, contou.


De lá para cá, ele viu a vida mudar radicalmente. “Antes da doença renal, era quase um gerente. Trabalhava como caixa, mas fazia várias funções na loja. Mas, depois que descobri, me dediquei à doença. O início da doença renal é bem destruidor, porque o paciente fica muito debilitado. Tive que viver em prol da doença com o sonho de poder realizar um transplante para poder sair da hemodiálise”, expôs. 


Antes do início do transplante no HC, o itabaianense era listado em Salvador e chegou a ser chamado três vezes para fazer procedimento lá, indo uma vez para a capital baiana. “Se fizesse o transplante lá, teria que ficar lá um período de três meses pelo menos, que é o tempo da recuperação do transplante”, revelou. Quando soube que o procedimento voltaria a ser realizado em Sergipe, ele renovou a esperança: “Quando saiu a história que ia começar a voltar a fazer transplante renal em Sergipe, pensei: ‘Bom, quem sabe a minha vez vai ser no meu estado’”, contou. 


Doação do órgão 

O segundo transplante realizado no Cirurgia só foi possível graças à autorização de doação de órgãos concedida pela família de uma paciente que evoluiu para morte cerebral após um Acidente Vascular Encefálico. “É importante lembrar que só existe transplante se existir doação. Diante de uma tristeza familiar, pode-se ajudar várias famílias ao mesmo tempo. Isso é um ato muito importante, de caridade e amor ao próximo”, reforçou o urologista.


Fortalecimento do Cirurgia

Luiz descreve o atendimento recebido no Cirurgia como excelente. “Foi muito bom, muito bom mesmo. Eu até, inclusive, quero fazer um agradecimento a todos os profissionais do hospital, da equipe de transplante, em especial a doutora Simone, Diego e Tiago, que foram os três médicos que tiveram mais contato comigo, que me acompanharam diariamente no período de recuperação”, afirmou.


Com o segundo transplante e a alta hospitalar, o Cirurgia avança ainda mais na assistência em alta complexidade aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Com o transplante renal, o Cirurgia vem para consolidar o trabalho que vem fazendo em Sergipe na área da alta complexidade. Além das cirurgias oncológicas que já são realizadas aqui, entre várias outras de alta complexidade, agora temos o transplante renal”, concluiu Dr. Diego Marques.







 
 
 

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