Hospital de Cirurgia | Hospital de Cirurgia realiza primeiro procedimento de Neurocirurgia pelo SUS em Sergipe com técnica que mantém paciente acordado
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Hospital de Cirurgia realiza primeiro procedimento de Neurocirurgia pelo SUS em Sergipe com técnica que mantém paciente acordado

Hospital de Cirurgia realiza primeiro procedimento de Neurocirurgia pelo SUS em Sergipe com técnica que mantém paciente acordado

A equipe da Neurocirurgia do Hospital de Cirurgia realizou na última sexta, 25 de janeiro, um procedimento inédito para pacientes SUS no Estado de Sergipe. Trata-se de uma microcirurgia para retirada de um tumor intracraniano com o paciente acordado (Awake Surgery). A paciente do sexo feminino, de 38 anos, foi mantida acordada com o crânio aberto, para que fossem feitos microestímulos elétricos no córtex cerebral para mapeamento do centro da fala.

 

A cirurgia foi realizada pelo Neurocirurgião Dr. Arthur Maynart, com o auxílio dos residentes Dr. Cícero Lima e Dr. Jorge Dornellys, da Anestesiologista Dra. Isis Barreto e do Neurofisiologista e Neurocirurgião Dr. Franklin Borges, que foi o responsável pela monitorização neurofisiológica dos movimentos e da fala da paciente.

 

No início do procedimento a paciente foi anestesiada com o uso de máscara laríngea, em seguida teve o crânio aberto com o uso também de anestesia local. Após isso, foi acordada vagarosamente através da diminuição dos medicamentos anestésicos e teve a máscara laríngea removida, o que fez com que acordasse e conversasse com o Neurocirurgião. Isso foi necessário, pois o tumor estava muito próximo da área da fala e, para que não houvesse nenhum tipo de sequela, foi preciso monitorizar e detectar o local exato da abertura do cérebro, através da aplicação de testes e perguntas à paciente.

 

A partir disso, foi feito o mapa da região próxima ao tumor, o que possibilitou a remoção com segurança, preservando a área funcional do cérebro onde ele estava inserido. Depois, a paciente voltou a ser anestesiada para retirada total do tumor e o procedimento foi concluído. A paciente passa bem e já recebeu alta hospitalar.

 

Esse tipo de cirurgia delicada e complexa é utilizada apenas em casos muito específicos, quando o tumor atinge áreas do cérebro chamadas de eloquentes, ou seja, aquelas que  podem deixar sequelas graves.